O estranho mensageiro (Livro online)
Movido por uma curiosidade imparável, António procura a entrada do velho edifício, tremendo um pouco , talvez de frio, talvez de medo, certamente de expectativa.
Basta-lhe andar alguns passos, desequilibrados pelo acumular de lixo e destroços, para se aperceber de uma forma humana, prostrada no chão, olhando fixamente para ele, para além dele, com uma intensidade incomodativa, peremptória, final.
Curva-se para o homem (acha que é um homem!) e apercebe-se que as suas feições não são as de um indivíduo normal.
A sua cara é... estranha, e o corpo, tanto quanto consegue distinguir naquela semiobscuridade, aparenta contornos fora do comum.
Mas sem que ele se aperceba, o ser move-se ràpidamente, pega-lhe no antebraço direito com a mão esquerda, e com a mão direita deixa-lhe um objecto cilíndrico, intensamente frio, na sua mão do mesmo lado.
Sente que este objecto como que lhe queima a pele, e lhe transmite uma sensação intensa pelo corpo inteiro, uma sensação que nunca tinha tido, uma sensação de morte em vida!
E fala-lhe, numa língua estranha, que não compreende: "Ad enok oi te bat ai sed!", pareceu-lhe ouvir, mas não eram palavras, nem sons, se calhar ouviu dentro da sua cabeça.
Começa a ficar tonto, a sentir-se enjoado, tem que sair dali.
Crispado na sua mão, leva o objecto, frio, penetrante, que lhe ocupa por inteiro a atenção, lhe dirige os passos, o impulsiona, a correr, pelo passeio fora, na direcção oposta à estação de metro para onde inicialmente se dirigia.
Basta-lhe andar alguns passos, desequilibrados pelo acumular de lixo e destroços, para se aperceber de uma forma humana, prostrada no chão, olhando fixamente para ele, para além dele, com uma intensidade incomodativa, peremptória, final.
Curva-se para o homem (acha que é um homem!) e apercebe-se que as suas feições não são as de um indivíduo normal.
A sua cara é... estranha, e o corpo, tanto quanto consegue distinguir naquela semiobscuridade, aparenta contornos fora do comum.
Mas sem que ele se aperceba, o ser move-se ràpidamente, pega-lhe no antebraço direito com a mão esquerda, e com a mão direita deixa-lhe um objecto cilíndrico, intensamente frio, na sua mão do mesmo lado.
Sente que este objecto como que lhe queima a pele, e lhe transmite uma sensação intensa pelo corpo inteiro, uma sensação que nunca tinha tido, uma sensação de morte em vida!
E fala-lhe, numa língua estranha, que não compreende: "Ad enok oi te bat ai sed!", pareceu-lhe ouvir, mas não eram palavras, nem sons, se calhar ouviu dentro da sua cabeça.
Começa a ficar tonto, a sentir-se enjoado, tem que sair dali.
Crispado na sua mão, leva o objecto, frio, penetrante, que lhe ocupa por inteiro a atenção, lhe dirige os passos, o impulsiona, a correr, pelo passeio fora, na direcção oposta à estação de metro para onde inicialmente se dirigia.

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