Fuga sem destino (Livro online)
As decorações de Natal sucedem-se umas às outras, constituindo um contínuo luminoso multicolor, que aumenta ainda mais a vertigem interna que António sente enquanto corre sem destino.
Não está cansado, mas sabe que está a fugir, sem saber de quê, porquê ou para onde.
Aquele frio na mão desapareceu, dando agora lugar a uma sensação de queimadura, mas uma queimadura estranha, que não dói, sabe apenas que é assim.
De repente apercebe-se que um automóvel se coloca ao seu lado, acompanhando-o na estrada, ao longo do passeio.
Não consegue ver para dentro, os vidros são fumados.
Após uma pequena curva, o automóvel acelera um pouco e pára mais à frente.
Das portas agora abertas saem três vultos, que se dirigem ràpidamente para ele e que o agarram, embora tente continuar a correr, como que automàticamente.
Parece que todas as suas energias estão a desaparecer, é até agradável, e sente-se a escorregar numa rampa suave, envolvido por uma escuridão amável, deslizando inexoràvelmente para o objectivo da sua fuga......? será....?
O tempo e o espaço apagam-se, a pouco e pouco, mergulhando-o num estado de ausência total da realidade.
Não está cansado, mas sabe que está a fugir, sem saber de quê, porquê ou para onde.
Aquele frio na mão desapareceu, dando agora lugar a uma sensação de queimadura, mas uma queimadura estranha, que não dói, sabe apenas que é assim.
De repente apercebe-se que um automóvel se coloca ao seu lado, acompanhando-o na estrada, ao longo do passeio.
Não consegue ver para dentro, os vidros são fumados.
Após uma pequena curva, o automóvel acelera um pouco e pára mais à frente.
Das portas agora abertas saem três vultos, que se dirigem ràpidamente para ele e que o agarram, embora tente continuar a correr, como que automàticamente.
Parece que todas as suas energias estão a desaparecer, é até agradável, e sente-se a escorregar numa rampa suave, envolvido por uma escuridão amável, deslizando inexoràvelmente para o objectivo da sua fuga......? será....?
O tempo e o espaço apagam-se, a pouco e pouco, mergulhando-o num estado de ausência total da realidade.

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